sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Sapatos azuis: a perfeição

Sapatos azuis. A perfeição. Hipnotizada, segui-os por caminhos ainda não caminhados. Tentei imitar o desacerto dos passos, torto pisava, pegadas tais. Ineficiente andei. Nos vidros refletidos dos carros busquei o rosto. Acomodei íris, pupilas no canto dos olhos, o rosto em frente. Nada não vi. Desescolhi o rastro e ao lado caminhei bisolhando ao lado. Ao nada alcancei. Mais ágeis foram meus pés em chinelos calçados. Pra trás ficaram azuis os sapatos. À noite, quando do céu o azul já arrancado, sonhei que era eu os pés, tortos pra dentro de si de mim.
 
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