quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dilema do título do poema

Três vezes 15 por 4
3 rimas ricas, apenas
Meias rimas ricas
Rimas meio ricas

Quatro e 15 por três rimas ricas, pobres
3 rimas ricas por 15 e 1/4
3 quartos e 9 quinzes
6 rimas, 3 ricas
15 e um quarto

Preciso-te, procuro-te
Procuro-te, acho-te
Preciso-te 15, procuro-te 4, acho-te 3
15 quartos e um espaço

Precuracho-te!

Seis rimas, três ricas

Preciso-te, ombro amigo, para as mágoas despejar
Procuro-te entre as letras do que digo e insinuo
Dores antigas distraem o sofrimento, continuo
A procurar

Mas são tantos pensamentos que já sinto que és artigo
De um luxo permitido a quem tem condicionado
Sua emoção e as palavras a um espaço limitado
Eu não consigo

Parece inverno
Sentimentos mortos ressuscitam na valsa macabra
Costurando gotas salgadas pra que o pranto se abra
Enfim, acho-te, espaço em branco na folha de caderno

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Reflexões às três da manhã

Será que a vida é reclamar a vivência de um hoje deplorável e lamentar a ausência de um ontem perfeito, mesmo sabendo que o ontem maravilhoso de agora é o hoje repugnante de antes?

sábado, 3 de abril de 2010

Soneto do Adeus

A vida e seus caminhos tortuosos,
Por onde nos obrigam a passagem,
Promove lágrimas e pranto dolorosos
Em turvos olhos de quem vê miragem.

Se a alma vive a se cercar de almas
A força do Batalhão Sagrado ecoa,
Embora a miserável vida bata palmas
Ao mudo coração que se magoa.

Nos fortalece de forma nefasta
Afastando tudo que se ama
Pois não se ama aquilo que se afasta.

O braço dá adeus e à morte clama:
"Para o sofrer da alma humana basta
A dor do coração partido em chamas!"

Contemporânea

Se pinta e se perfuma
Se arruma
Se perde em tanto rímel e batom

Colore as bochechas
Enrola as madeixas
Emoldura aquele par de olhos marrons

Se olha no espelho, vaidosa
O presente que rejeitara, orgulhosa
Descobre ser uma caixa de bombons

E senta no sofá comendo o doce
Segura as lágrimas como se fosse
Segurar nelas a beleza vã
Não chora pelo filme que assistiu
Chora porque nunca se permitiu
Ser do amor hospedeira, anfitriã

Perguntas

Com quem você se deita?
E de que lado
Da cama você quer ficar?

E esse olhar brilhante
e enamorado?
Pra onde você lança seu olhar?
 
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