Se pinta e se perfuma
Se arruma
Se perde em tanto rímel e batom
Colore as bochechas
Enrola as madeixas
Emoldura aquele par de olhos marrons
Se olha no espelho, vaidosa
O presente que rejeitara, orgulhosa
Descobre ser uma caixa de bombons
E senta no sofá comendo o doce
Segura as lágrimas como se fosse
Segurar nelas a beleza vã
Não chora pelo filme que assistiu
Chora porque nunca se permitiu
Ser do amor hospedeira, anfitriã

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