terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como era mesmo o poema que eu pensei no corredor?
A tia doidinha, minha sapatilha...
Era de alegria, não era de amor
A tia doidinha me parou no corredor.

E o poema de Drummond que há pouco eu lia?
A boca sozinha, a boca vazia:
Eu lia o poema ou ele me lia?

Boca: nunca te beijarei
Boca de outro- de tantos, de quem?-
que ris de mim- sem me sorrir um bom dia.
No milímetro que nos separa - no milímetro que há entre nós,
neste milímetro- cabem mil palavras.
E depois que eu fizer tudo pra você gostar de mim
Você não vai
 
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