A tia doidinha, minha sapatilha...
Era de alegria, não era de amor
A tia doidinha me parou no corredor.
E o poema de Drummond que há pouco eu lia?
A boca sozinha, a boca vazia:
Eu lia o poema ou ele me lia?
Boca: nunca te beijarei
Boca de outro- de tantos, de quem?-
que ris de mim- sem me sorrir um bom dia.
No milímetro que nos separa - no milímetro que há entre nós,
neste milímetro- cabem mil palavras.

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