segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Poentes

O sol que pinta meus cabelos e alaranjeia a minha vida sempre tão cinzenta
Consigo vê-lo, por pouco não posso encará-lo. Meus olhos já não ardem quando olho de soslaio.
Mas vendo esta folha e a caneta que escrevo, minhas unhas cor-de-rosa nos meus dedos dois anéis
E meus cabelos ventando na minha cara. Brilham ouro cobre. Nada brilha mais que este momento
O sol sumindo por detrás de um telhado tão laranja quanto eu e o gosto de meus lábios
Encaro, serena, minhas verdades. O sol vai se afastando mas eu já estou dourada, iluminada, mais por dentro que por fora. Comigo carrego sem mágoas meus erros: as consequências de mim
Antes erros que erres de arrependimento. Laranjas são meus defeitos poentes dentro de mim.

2 comentários:

Flora Rocha disse...

Te leio e me humilho. Beijos

ps: texto apaixonante!

MARCELO JOSÉ disse...

Perfeito. Tu escreves com verdadeira maestria.

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