Fraco fique o fudido que me alfinetar
Fui a neta perfeita, falsa e afastada
Da avó determinada a se ludibriar
Produto de peregrinos paranaenses
Procurando não pertencer àquele lugar
Rejeito a perfeição de que fui feita
Pois meu defeito é ser a mulher perfeita
Prepotente, arrogante, preparada pra aprontar
Apontar o erro e esconde-lo mal
Mal admiti-lo embaixo do tapete
Topetuda toupeira a estapear
A estampa estapafúrdia do carpete neutro
Estou num pedestal, estou numa vitrine
Puta com o sistema, pronta pra governar
Autoritarismo feminino emana
Inconseqüência insana que faz o mundo girar
Talvez a fênix da minha feminilidade seja ferozmente fêmea
E não saiba esperar

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