Era uma noite sem lua, sem nuvens ou estrelas. Uma noite tão sem nada quanto eu. Subi no palco sem meu violão, melhor seria ter ido sem o coração pois a cada nota uma lágrima percorria minhas bochechas fazendo arder a minha pele com o seu amargor.
Em algum lugar, sob o mesmo céu nu, ele diria "sim" a alguém. Não estar vestida de branco naquele altar será sempre o meu maior remorso. Bombons, madrinhas, buquê e alianças, o homem das minhas canções na vida de outra.
A plateia me ouviu chorar todas as músicas e me acariciaram com aplausos. Afinal, o meu trabalho é a arte de cantar minha vida.

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