quinta-feira, 2 de junho de 2011

Eu queria ainda sentir, mas não sei mais. Acho que tudo vira ternura. Acabou, não acabou, nunca nada houve. Agora fica essa sede sem saliva, sem limite, sem sossego. Como se a única água que eu conhecesse fosse água do mar. Por medo, por orgulho, ou sei lá por que, eu nunca tive coragem de procurar a água de coco. Subir no pé, pegar a fruta, chegar ao líquido doce com meu esforço. Não. Preferi ficar na espera de que alguém me trouxesse um copo. O tempo passou com cara de choro, com cheiro de chuva. Eu sequei, não sei como, o coco secou. E as águas de março não prometem vida nenhuma.

0 comentários:

Postar um comentário

 
temas blogspot - mario jogos