Queria ser cada pessoa que passa por sua rua. A mãe de família com uma saia rosa e duas sacolas de mercado nas mãos, o cachorro abandonado que já foi branco e hoje é marrom, o cara de camisa verde com as alças da mochila marcadas de suor nos ombros. Talvez você me amasse em um desses corpos que passam por aí. E quando a mulher entrasse em casa, o cachorro saísse correndo e o cara dobrasse a esquina, eu seria outro alguém pra passar minha vida debaixo de sua janela.
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