sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Poema - Não fazer

Imagine uma aula insuportável de Geografia. Acho que a lei que proibe aparelhos eletroeletrônicos na sala de aula ainda não estava em vigor na Bahia. Fiquei ouvindo Piano Bar - Engenheiros do Hawaii, e ia escrevendo as palavras que eu conseguia, no tempo da música. Tinha me comprometido a fazer um poema com as palavras escritas, na ordem, e foi nisso que deu:
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Não fazer
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Você perde do barco, a cor
Não pode pedir e quer insistir.
Me diga a verdade, ao telefone,
E eu venho,
Mesmo sendo o lugar longe.
É encontrar o neon bom e pegar o táxi.
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Nelson tem razão toda hora:
Mentir é um crime e,
Na verdade, toda palavra tem tradução - penso.
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Toda hora falta luz,
Toda hora algo falta.
Vejo invísivel
Uma piscina de fogo, muito fria.
Tempo, tempo, luz...
Invisível!
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Ontem era só noite e aquela velha guria chegando tarde.
Já era dia, era princípio
E o precipício de si mesmo caía.
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Ontem, a noite tava fria
Queimava, aquecia.
Eu parecia tão sozinha na minha solidão.
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Conheci, conhecia
Carnavais, fantasias
E eu parecia tão sozinha na minha solidão.

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