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Eu não sei se te amaria nas próximas três vidas, mas se eu puder escolher, com certeza é você que vai estar diluído no meu sangue, correndo pelas minhas veias, alimentando meu coração. Eu queria fazer pra você uma canção infinita pra eu cantarolar tomando banho, estudando literatura, dando comida pros gatos, penteando os cabelos, cantar pra sempre em todos os lugares que eu fosse e te levar dentro da melodia, dentro da minha cabeça, dentro de mim. Às vezes eu acho que você percebe que eu te amo assim na calada da noite, no frio do vento, no balançar das folhas, no canto da cama, por baixo das unhas, na raiz dos cabelos, no rímel, no barulho do ventilador. Eu fico fingindo que ninguém percebeu, vou me divertindo com o você que existe na minha mente. Ainda bem que você não enxerga através dos meus olhos. De vez em quando, eu acho até que não gosto de verdade de você. Mas quando algo dá errado e eu fico nervosa, tudo o que eu quero é despencar e sentir os seus braços me sustentando. Isso não vai acontecer. Eu não vou cair, não vou fraquejar e você não precisa se preocupar comigo. Mas eu me sinto estranha quando não penso em você. Talvez seja o costume com o seu jeito, seu riso, seus defeitos. Conviver comigo é tão difícil e você faz isso tão naturalmente, sem reclamar e sem se dar conta de como tudo funciona bem entre a gente. Sempre achei que você nunca diria não pra mim. Mas eu digo não pra nós. Prefiro ter uma possibilidade perfeita do que uma realidade arruinada. Só quero que esse gostar seja como a canção que eu não fiz pra você, a cantiga infinita e leve, pra cantar pro bebê dormir, pra cantar pra não dormir, pra sonhar com você de olhos fechados e coração aberto.
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