sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

There was a boy

A very strange
and charming boy

He took my heart away so fast

I felt like
being the last
love in his life

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sessão da tarde

Eu só sei o que é amor
Porque um filme americano me contou

Lá na escola
Todo mundo já namora
Mas é tão difícil amar
Tendo que se preocupar
Com o vestibular

Se a minha favorita não diz "sim"
Vou achar alguém que olhe para mim
E me deixe sentar ao seu lado
Pra fazer o relatório
Ser o seu namorado
Ir pro laboratório de mãos dadas

Ela disse que não é americano
Não é norte-americano
É estadunidense
Ela já passou de ano

Eu só faço idiotices
Pra ela dar risada
Porque sem sua chatice
A vida não tem graça

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Acordar de fome

O amor é minha fome
Você é minha comida
Ainda não peguei pedaço
Pra deitar o dente em cima
Mas só de olhar, eu sei
O gosto que você tem
Uma migalha de você
Me sustenta pra mais de mês

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Xote

Ah, um dia ele me olha
Um dia ele me chama pra dançar
Ah, um dia ele pega aquele braço bronzeado e passa na minha cintura

Se o perfume me molha
É pra ele me ver e me cheirar
Ai, o meu coração dispara, nervosismo se instala e abala minha estrutura

Deixa eu te dar um cheiro no cangote
Que dizer isso é bonito demais
Minha vontade rima com xote
É dois prum lado, dois pro outro
Dois pra frente, dois pra trás
Hoje é aniversário
Da minha tia de Goiás

Mas eu nem sei
Quantos anos ela faz
Escovar os pentes
Deitar na grama
Sonhar com os banjos
Talvez com as canjas

Pra te inspirar

Eu sou uma ideia solta
Um conceito não elaborado
E visito sua mente

Você é esse autor de versos
Rimas pobres falando de amor
Vulgar e superficialmente

Não quero ser um rabisco no seu caderno
Mas você desistiu dos livros
Eu sou mensagem, você busca a rima

Não insista na mediocridade
Você não é o melhor dos autores
Mas eu seria sua obra-prima

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Laura dos Santos

Laura era uma mulher linda. A pele sempre bronzeada e as pontas do cabelo queimadas pelo Sol. Os olhos verdes, radiantes, mirando o infinito enquanto a mente viajava na amplitude de sua alma.
Se não recebia muito carinho e atenção, era porque todos achavam muito difícil chegar até ela. Laura era pensativa e organizada, sempre tinha tempo para olhar o por-do-sol.
Até que eu cheguei.
Não pude resistir ao encanto de sua tranquilidade e introspecção. O mistério daquela mulher a fazia tão única que eu quis fazer parte da vida dela, quis fazê-la parte de minha vida.
Eu precisava decifrá-la. Logo quis acompanhá-la em seu exercício de auto-análise. Junto com Laura, encontrava e apontava seus defeitos e frustrações e fazia planos para contorná-los e torná-la uma mulher perfeita e plenamente feliz.
No início, achei que ela não se incomodasse. Eu via seus sorrisos, sua serenidade, havia me aproximado dela exatamente por admirar seu modo preciso e suave de encarar a vida.
Um dia, porém, vi Laura fumando escondida.
Não pude me omitir e conversei com ela aconselhando-a a largar o vício. Ela reconheceu minha razão e me prometeu parar de fumar. Acontece que, prometendo a mim ela enganava a nós dois. Enquanto não prometesse a si mesma, nem todos os santos de seu nome poderiam ajudá-la.
Sempre que me via, Laura escondia o cigarro e enfiava um chiclete na boca. Para disfarçar o hálito, estava sempre acompanhada de balas, doces, chocolates e as benditas gomas de mascar.
Com o passar dos meses, ela foi ganhando peso. Suas pernas e quadril, antes atraentes, tomavam estranhas proporções. Nessa época, descobri o que são realmente as celulites.
Laura comia para não fumar, fumava para não comer, comia para disfarçar o hálito. Comia e fumava. Fumava e comia.
A garota serena que conheci já não estava feliz consigo mesma, portanto, as coisas iam mal entre nós. Chegamos ao ponto onde o cheiro de sua boca e o desenho de suas curvas me irritavam.
Fui embora, deixando Laura devastada.
I just
don't know
if you'd like

to be
with me
throught the whole life.

I just
would like
to open up
your eyes
and close mine.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Gostar

- Você gosta dela?
- O que você quer dizer com "gostar"?
- Se você gosta de uma pessoa, deve estar planejando alguma forma de vê-la no fim de semana e deve estar preocupado em vê-la nas férias. Quer apresentá-la a todo mundo. Gosta quando alguém vê vocês juntos ou quando te perguntam sobre ela, gosta de saber que as pessoas enxergam uma ligação entre vocês. Gosta de tocar na mão dela, nas orelhas também. Também gosta de ficar observando o movimento de sua respiração, a respiração dela, eu quero dizer. E sorri sempre que algo te faz lembrar da pessoa.
- Acho que não gosto assim dela. E você, gosta de alguém assim?
- Não.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Inerte

Ela é uma garota
Que não se importa em ser conduzida
Pelos braços dos que a querem bem

E eu sou um garoto
Sonhando em dizer o que tenho sentido
Apavorado pela ideia de não ser ninguém

Às vezes me conheço tão bem
Às vezes me conheço tão pouco
Queria me abandonar
Ou ser mais solto

Outro abraço te leva pra longe de mim
Não deixe que se calem no meu coração
As coisas que não posso possuir.
Já entrou em desuso esse tal de amor platônico. Você pode chegar, se beijar, se apertar, quase se deformar em abraços alheios. Mas não pode jamais cultivar um amor se ele for de verdade. É feio!

Habitualidade

Nos dias de hoje,
e em dias como hoje,

Onde os cabelos ficam presos
E nem são compridos
As roupas são escuras
Nós nem vemos vestidos
Os ônibus atrasam
Idosos não sentam
Carros só buzinam
Ninguém se cumprimenta
Geleiras derretem
Viadutos acimentados
Olhos ardem
O céu acizentado,

É preciso estar vivo.
Alguma coisa está fugindo de mim o tempo todo. Acho que sou eu.

Palavras de vaidade

- Olhe como ela está linda hoje. Em que deve ter pensado ao escolher esse vestido? Vermelho, chamativo... Atrai o olhar de todos os homens e cobre o decote com um xale. Esperta! Desperta em nós a curiosidade por seus ombros. Logo os ombros que vemos tão ordinariamente quanto uma testa.
E a meia-calça? Sublinha o contorno de suas pernas mas, por pura maldade, esconde a pele clara, provavelmente tratada com hidratante, que cobre seus músculos firmes. A meia-calça nada mais é do que uma falsa pele louca pra ser arrancada!
Sapatos altos, salto fino... mexe com a imaginação. Essas mulheres se vestem da mesma forma que se despem: cheias de objetivos; não acha?
- Pode ser. Mas sua análise medíocre da vaidade feminina não me desperta interesse algum.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Querida, não se importe tanto
Faz de conta que eu estou aí

Preciso de novos ares
Preciso de Buenos Aires
Preciso dançar um tango argentino

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Não estou bem comigo.
Então,
Ninguém vai ficar bem comigo
E eu não vou ficar bem com ninguém.

No diário da artista

Era uma noite sem lua, sem nuvens ou estrelas. Uma noite tão sem nada quanto eu. Subi no palco sem meu violão, melhor seria ter ido sem o coração pois a cada nota uma lágrima percorria minhas bochechas fazendo arder a minha pele com o seu amargor.
Em algum lugar, sob o mesmo céu nu, ele diria "sim" a alguém. Não estar vestida de branco naquele altar será sempre o meu maior remorso. Bombons, madrinhas, buquê e alianças, o homem das minhas canções na vida de outra.
A plateia me ouviu chorar todas as músicas e me acariciaram com aplausos. Afinal, o meu trabalho é a arte de cantar minha vida.

Carta a uma amiga

Milena,
Há tanto tempo não nos falamos, acho que você merece essa carta. Tenho sentido tanto a sua falta, todos os dias eu acordo esperando que dezembro chegue e você esteja ao meu lado acordando em plena hora do almoço nos domingos quentes.
Ando um pouco triste. Problemas do coração. Não me sinto confortável falando a respeito, você sabe que não gosto muito de romanticices. Mas também não estou bem escondendo, então foda-se.
Ainda amo o Pedro. Eu sei que faz mais de um ano e sei também que você não vai me recriminar por isso.
Desde então, não me apaixono por mais ninguém. É como se algo entre nós estivesse incompleto. Um ou outro rapaz me chama a atenção, cada qual com seu charme, alguns até com cara de relacionamento promissor. Mas nada preenche esse vazio. Cheguei a pensar em procurar mulheres, mas não me sentiria bem em tentar ser o que não sou e viver o que não sinto.
Dia desses, o Pedro me apareceu com uma fulana a tiracolo. Eu não dava nada por eles, mas o relacionamento foi encorpando e eu só pensava: me fodi! Você não sabe quantos potes de sorvete foram necessários para curar meu chororô!
Depois de um tempinho, eles resolveram por fim ao meu martírio. Boba que sou, achei até que as coisas pudessem voltar a ser como eram e nós pudéssemos tentar ser felizes. Mas, se não conseguimos no passado agora é que não ia ser!
Ontem, alguém me disse que ele está de volta com a Fulana e acho até que vi os dois abraçados. Vou ouvir Reginaldo Rossi ao invés de comer feito uma vaca gorda dessa vez.
No mais, está tudo bem. Todos aqui em casa mandam beijos e até minhas cortinas estão com saudades suas.
Os amigos vão levando a vida. Rita está noiva e temos nos encontrado menos. Elisa me telefonou esses dias dizendo que se casou e vai ter um bebê. Você provavelmente nem se lembra dela e deve estar cagando pra notícia que eu sei. Mas considere que ela não tem emprego e nem diploma, portanto, faça o favor de se preocupar com essa figura do nosso passado. Rogério trocou de namorada e Luís trocou de sexo. Mentira! Mas eu adoraria ver sua cara lendo essa bullshit.
Vou parar pois deveria estar dormindo há mais de três horas. Espero que não se importe de eu ter escrito pra ti quando precisava que outra pessoa soubesse as verdades que guardo no peito. Você sabe que eu te amo tanto que gostaria que você tivesse nascido do ventre da minha própria mãe.
Responda logo, porra.

Da sua amiga,
Valentina

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Amor de suicídio

Se eu te amo a culpa não é tua. Não me pedistes tal dedicação nem prometestes reciprocidade. Em verdade, nada me foi prometido. Decidi amar-te e cá estou suportando o peso do sentimento. Não digo que é um compromisso, pois não devo a ninguém a constância de meus cuidados, nem é uma emoção, pois não possui a efemeridade de um sorriso ou pranto. O sentimento é, de fato, o coletivo de emoções. Amar-te é uma decisão e estou determinada a apreciar cada momento; desde as lágrimas que poderei derramar por não dividir contigo o prazer de sentir uma paixão até as gargalhadas com que o som de tua voz me presenteia.
Lamento não compartilhar contigo o efeito que tua existência me causa. Estou certa de que adorarias observar minhas bochechas ligeiramente corarem a cada sorriso teu. Em todo caso, o caráter secreto de meu sentimento te manterá por perto por um bom tempo. Não tenho intenção alguma. Deixe-me apenas sobreviver de tua respiração enquanto o amor corrói meu âmago.
Não podendo ultrapassar o limite de minha boca, certamente o sentimento me fará implodir miseravelmente ou lentamente putreficar-me. Morrerei de amor pois nunca soube vivê-lo.

O que sinto e não acredito.

O seu sorriso paralisa cada músculo meu. E o seu olhar me hipnotiza, eu busco, feito uma tola, algum sinal de que você me amaria. Eu gostaria de me enroscar no teu abraço sentindo-me a mais felizarda das garotas. Minhas bochechas coradas frente aos olhares de admiração e inveja que nosso relacionamento atrairia. Talvez curasse minha pressão baixa deixar a paixão correr por minhas veias, pois ela rumaria em direção ao meu cérebro para lá gravar o seu nome. Mas, na verdade, me apavora a ideia de sair da minha atual - confortável - posição e lançar meu corpo ao encontro do seu. Eu tenho tanto medo de sua rejeição que preferiria passar toda a vida sem me abrir a outro amor do que correr o risco de me ferir e virar a página. Não me culparei por não tentar tornar real o que está claro em minha mente. Não sou fria. Estou congelada.

domingo, 3 de outubro de 2010

Descrevendo-a em perfeição

Ela não gosta de cigarro, churrasco, multidão, dupla sertaneja, cerveja, ônibus vazio ou televisão. Dorme tarde, acorda cedo, só lê jornal de domingo, usa sutiã cor de pele e nem sempre está sorrindo. Ela está sempre preocupada com amanhã, com o fim de semana, com as férias de fim de ano, com o vestibular e em ter grana. Vive nos lugares que não conhece, com os livros que quer ter, com os perigos que não quer correr e com as pessoas que não conheceu. Fica revoltada com a supervalorização do sofrimento, com gente que erra acento, com sapato novo e com a falta de nacionalismo e comida na vida do povo. Ela tem os pés no chão e a mente sempre aberta. Tem um coração enorme onde não cabe ninguém. Questiona todas as coisas, mas nunca quer ofender. Ela se magoa e não perdoa. Você não vai amá-la.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Radiomântica

Meia-vida é o tempo necessário para reduzir à metade tudo o que havia.
Deveras instável, como sempre fui, enxergo paixão em nossa sintonia.
Espontaneamente, encho-me de amor e busco equilíbrio em sua companhia.
O tempo não para e lá se vai metade do meu sentimento que te encantaria.
Dois se torna um, e um se torna meio. Para sempre a quebra se repetiria.
Porque zero não é metade de nada, é eterno o que eu jamais revelaria.
Fui buscar na Química minha poesia. Encontrei o amor que já me conduzia.

Essa lua

Eu não devia dizer
Mas essa lua gorda
Destrava minha boca
Essa lua amarela
Me faz tão tagarela
Essa lua tão linda
Desata o nó da minha língua
E se nós nos casássemos
Amanhã de manhã?

Moleques crescem

- Quando eu era pequeno, a gente ficava na casa da vó num breu assim. Ninguém pensava em ladrão; só queria brincar e correr, subir nas árvores. O maior medo que a gente tinha era de casa de marimbondo. Se a gente via um rio ou um laguinho, ninguém queria saber se era raso ou se era fundo; todo mundo se jogava na água e saía nadando.
- Isso que você disse parece poesia.
- Isso é passado.

Minha mãe

- De noite, eu olhava pro céu e via um monte de estrelas. Achava que minha mãe estava lá. Não sei quem foi que me disse que quando a gente morre vira uma estrela; eu achava que minha mãe era a estrela mais brilhante e ficava olhando pra ela. Deve ter sido meu pai que me disse essa besteira.
- Talvez não seja besteira. Eu ainda não morri pra virar uma estrela, então não sei.
- Se você quer ser estrela, apareça na televisão.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Você é a estátua
Você é o espelho
É a perfeição

Platonicidade

Se você soubesse quanto mal
Você me faz
Você fugiria
Para que meus olhos
Não te vissem mais

Se você decidisse me amar
E ser só meu
Nosso amor seria
O que eu escrevi
E que você não leu

Mas tem coisas que
São boas de verdade
Na mente da gente

Na minha caneta
Nosso amor é puro, constante e ardente.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ai, ele não me ama mais.

Ah, ele não me ama mais
A minha falta já não faz
Arder seu olhos de chorar

Ele não quer mais me amar

Narciso

Alguém me disse que o amor
É uma forma mascarada de ser narcisista
Sem ser condenada

Eu amo tanto o seu olhar
Quando ele me observa dizendo que você me ama
E sua atenção é minha serva

Amo quando faz sua barba e eu acho que é pra mim
Quando corta o cabelo
E lê meus textos até o fim

Amo o seu caminhar vindo em minha direção
E sua risada gostosa rouba o ar do meu pulmão

Amo encostar no teu peito
E vestir sua calça jeans
Amo o contorno feito pelo perfil de seu nariz

Meu mais querido prazer é estar perdida em seu sorriso

Acho que sou narcisista
Mas você é meu Narciso

Insana

Talvez a minha mente insana
Tenha feito essa fulana
Parecer menos que é
Eu já sei que tu não me ama
E vou embora, então,
Desse lugar
Onde ninguém me quer

domingo, 12 de setembro de 2010

Adeus pra já voltar

Morena, eu vou pegar minhas coisas
Guardar tudo numa mala de couro
Morena, eu vou gravar tua risada
Te filmar fazendo nada
E guardar feito um tesouro
E quando eu estiver bem longe
Nem pergunte onde
Você vai ser o meu choro

Morena, eu poderia até ficar
Mas o meu destino não está perto
Eu quero até sentir saudade
De nossa felicidade
De nosso amor concreto
E quando, na volta, eu te ver sorrindo
Te carrego comigo
Pra um futuro certo

"Ando perdido em mim como em deserto."
Antonio Barbosa Bacelar

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Verbos de ligação

Ai, eu não vivo sem você
Meu complemento nominal
Eu sou um verbo intransitivo
Mas sem você comigo
Eu fico sem sentido

Não me obrigue a ser pra ti
Um sintagma deslocado
Pois se uma vírgula separa
Nossa semântica rara
Que a nada se compara

A minha concordância nominal
Artigo, adjetivo, numeral
Meu adjunto adnominal
Se torna tão essencial

Meu julgamento foi tão incorreto
Tenho sido tão transitivo
Pois você é meu objeto
Direto, indireto
Meu predicativo

Parceria com Amanda Alves (@Pandoritosz)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rapaz da casa ao lado,

Espero que estejas de bom-humor; se não estiveres, que minhas pobres frases te presenteiem com, pelo menos, um sorrisinho amarelado.
Eu te amo. Mas não deixes que estas três palavras, tão assustadoras quando juntas, façam-te abandonar a leitura desta carta. Sei que amores não vêm prontos e não conservo qualquer esperança de que sintas por mim o mesmo tipo de afeição.
Acontece que, recolhida na platonicidade de meu sentimento, permiti que diversas fantasias românticas sobre você e eu inundasem minha mente. Já não posso admirá-lo sem que eu me martirize interiormente. Revolto-me com a postura passiva que assumo em relação a esse amor e chego a me julgar o mais covarde dos seres humanos por não falar contigo nem mesmo em datas importantes, como o teu aniversário.
Tais fantasias me fizeram ver quão possível é o nosso relacionamento. Fantasiar e não executar meus planos românticos faz com que eu me sinta covarde. Por isso te escrevo. Saber que sabes sobre o que sinto mata a platonicidade, sufocando, pois, o amor. De qualquer forma, o vizinho não é o melhor alvo para um sentimento tão egoísta e secreto. Talvez deixando de te amar eu possa, enfim, te conhecer.
Se chegaste a esta parte, agradeço-te pois leste quase toda a carta. Só resta dizer que, caso tu queiras ser o meu namorado, finjas que jamais tocaste este papel ou sentiste algo por mim.
Cumprimentemo-nos e nos façamos amigos, pois o amor platônico para um relacionamento é nada, meu bem.

Carinhosamente,
Tua vizinha

Everything is falling apart

Everything is falling apart
Every word you say hurts my heart
And I don't know how to do
All the things I have to do
To stop feeling blue
And start living without you

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Regret song

Can you, please, rock your body?
You're so stressful and young, girl!
I don't wanna change your mind
Just came along, put on a skirt

Can you, please, spend your time with me?
We can't save the world tonight
How about going out and having fun
Or watching a movie on your couch?

You would have
Smiled more
If you had
Looked at me
Before

Can you, please, lend me your heart?
There's nothing to do but love
I'm not here loving you forever
Stay with me even it's odd

You would have
Smiled more
If you had
Looked at me
Before

Prestenção!

Deixe de ser abusada, mulher
Não te chamei pra novela
Nem te chamei pro café

Vê se cala essa boca
Que quanto mais você fala
Mais eu quero te ver
Longe da minha sala

Se você se mudasse
Há um ano atrás
Eu morria, chorava
Hoje nem ligo mais

Se você resolvesse
Aparecer mês em mês
Cada mês uma vez
Ah, 'cê ia ser linda

Mas você me obriga
À sua presença
Tá virando doença

Eu te amo, ainda
Deixe de ousadia!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Engano

Vou te jogar fora, vou
Esqueça meu nome
Apague recados, mensagens
Meu telefone

Da sua agenda
Do seu coração

Tome um banho quente
Ligue a televisão
Consuma os sonhos
Mastigados pra você

Pense em outras moças
Trate de me esquecer

E não me venha
Não me ache
Não desgaste
O respeito que guardei

Finja que o romance acabou
Há mais de um ano

E se eu te ligar
Desligue
Diga que é engano

Manso

Ah, minha pequena
Minha branquinha
Você me prometeu
Que ia ser só minha

O que aconteceu?
Está tudo errado
E você vem dizer
Que ainda sou
Seu namorado

Não me engane, amor
Não sou tão bobo, amor
A sua boca em outras bocas
Sua mãos e suas poucas
Pausas na respiração
Sua faca, meu coração

Você se perdeu
Você me perdeu
Você mereceu
O meu perdão

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Versos inversos

Perto de você
Não vejo nada
Tão interessante.
Ninguem é
Realmente perfeito,
Mas você me parece
Muito pior.
Minha vida já foi
Agitada e divertida,
Hoje sou bem mais
Fria e indiferente.
Eu devo ficar
Longe de você

Enquanto eu me arrumo

São tantos problemas vivos na minha mente
que o leite quente eu deixo derramar.

Sua camisa azul que ficou na minha cama
me olha e reclama sua falta no ar.

Perto do abismo no meu pensamento
o apartamente parece diminuir.

Vestido, decote, anéis, batom vermelho,
me olho no espelho. Já te esqueci.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Existência bucólica

Queria ouvir uma história de amor
Cheia de pássaros e de candura
Que não tivesse beijos, fosse pura
Sincera e cativante em seu frecor

Queria que essa história fosse
Sobre as flores que estão no vestido
E no cabelo cacheado e comprido
De uma moreninha de voz doce

Queria que a viola do mocinho
Cantasse, à noite, todos os encantos
E olhares de amor, que foram tantos,
Da moreninha filha do vizinho

Queria que um passeio à cavalo
Fizesse os corações se encontrarem
Que ele sentisse os seus olhos brilharem
E ela descobrisse, enfim, amá-lo

Queria que houvesse um casamento
E que ela viesse toda de branco
E o peito dele desse um solavanco
Quando chegasse o grande momento

Queria que tivesse um lindo céu
Que a festa durasse uma eternidade
E, sob o olhar de toda a cidade,
Ele a levasse pra lua-de-mel

Queria que tivessem uma fazenda
Uma vaca gorda, pomar e horta
Na casa branca, uma janela torta
Deixando o Sol entrar por uma fenda

Queria que eles tivessem filhos
Que ajudassem a cuidar dos animais
E fossem puros e honestos como os pais
Crescendo e engordando com os novilhos

Queria que adorassem essa lida
E toda manhã eles decidiriam
Sempre se amar, e assim o fariam
Todos os dias até o fim da vida

Estrofe que se perde no clímax

Quando o Sol, sutil
Beija minha cama
Meu olhar febril
Te procura e chama

Mas você já não está
Nem sei quando vai voltar
Você pode duvidar
Mas eu canso de esperar

O meu corpo nu
E as roupas pelo chão
Meu apartamento azul
Transpirando solidão

Não lhe peço mais que isso
Um anel sem compromisso,
Um atraso no serviço
Mas eu sei que é difícil

"Corra até onde ele está" -
Meu coração pensa,
Mas não quero te obrigar
A minha presença

Eu já sei que você mente
Te odeio de repente
Te esqueço simplesmente
Bebo o meu leite quente

Vou descer pelas escadas
Beijar as bocas erradas
Me perder nas madrugadas
Fingir que você é nada

Mas no fundo eu sei
Que é tudo mentira
Sempre te esperei
Sufocando a ira

Procurando um rastro seu
Um bilhete que escreveu
Seu perfume se perdeu
Quando o café ferveu

Na porta da geladeira
Seu bilhete bonito
Diz que volta sexta-feira
E eu finjo que acredito.

Entrega

Quis ser o seu colibri
Sua canção de dormir
Sempre quis você pra mim
Mas esqueci
Quem eu devia ser

Sempre quis nossas mãos dadas
Quis ser seu conto de fadas
Sua última namorada
Mas fui muito
Pouco pra você

O meu homem não é meu
Meu amor me esqueceu
Tudo o que eu era é seu
Mas é melhor
Você perder

Meio fria

Meia noite e meia
À meia luz, à luz de velas,
Todo tempo é uma vida
Pra quem vive na espera.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Batom e cacto

Perceba que, como anunciou
O meu batom intacto
Eu sou para o amor
O que, para o toque,
É o cacto.

Minhas

Minhas frases, minhas fases
Minhas faces
Minha falsidade

Minha falsa idade, minha prematuridade
Minha vontade de me perder na cidade
Minha mocidade, minha flor da idade
Minha raça, minha racionalidade

Minha espontaneidade
Minha naturalidade
Minha nacionalidade

Minha cidade, minha saudade
Minha fragilidade

Minha ferocidade e
Minha feminilidade

Minha felicidade
Minha vontade
Minha verdade

Contemporânea banalidade

Banho, batom
Vestido bordô
Meia-calça, scarpin
Vibra, acha, alô!

Volante, retrovisor
trânsito caótico
Meia hora de atraso
Cumprimento robótico

Assuntos aleatórios
Economia, trabalho, papel
Indiretas e sorrisos
Comida, conta, motel

Peitos e bundas
Afrodite e Zeus
Dever cumprido, corpos vestidos
Chave do carro, adeus!

Ninguém ordenha a vaca

A máquina ordenha a vaca
A váquina ordenha a maca
A maca ordenha a váquina
A vaca ordenha a máquina

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Shineless

Yes, the day
Again and again
The sun is shiny
I don't feel nice
But
I know no one
Will turn the sun off
I let him go
And now I'm so lost

No one cares
No one cares
I don't care

Awake now
I brush my hair
It's pretty curly
I feel so ugly
But
It's time to go
And he's not here
If we were together
I'm sure he'd go with me

No one cares
No one cares
I don't care

I'm on my way
Alone and sad
The day's starting
And I'm tired
Already
It doesn't matter if
I'm wrong or right
No one's around
Now I can cry

No one cares
No one cares
I don't care

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Scheduled

We have to wear the right clothes
We have to say the right words
We have to be perfect
And we're always wrong

Mulato inzoneiro

O meu mulato tem sorriso largo
E largo são seus ombros bronzeados
Parece que nunca sofreu na vida
Mas eu bem sei que ele sofre calado

Prefere disfarçar suas carências
Com música, cachaça e saliências
Toma banho de pipoca e vai na missa
Tem coração grande pra muitas crenças

As pernas trabalhadas pelo esporte
O seu talento é contar com a sorte
Pensa que estudar não faz dinheiro
Mas é criativo, inteligente e forte

A minha mãe gosta do meu mulato
Ele me prende, mas eu me desato
Vou conhecer outras geografias
Antes de achar o meu lugar de fato

Que o meu mulato é ainda moleque

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gol

O garoto comemora
Dançando de forma obscena
A garota lhe bate, ainda serena
Com um sorriso moleque no rosto, a pequena
Comemora com um beijo, muda o rumo da cena.

Sombras

Os desenhos de corpos que impedem
A passagem
Da luz do Sol pro chão

Terão as medidas
Distorcidas
Para a parede se transportarão

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dilema do título do poema

Três vezes 15 por 4
3 rimas ricas, apenas
Meias rimas ricas
Rimas meio ricas

Quatro e 15 por três rimas ricas, pobres
3 rimas ricas por 15 e 1/4
3 quartos e 9 quinzes
6 rimas, 3 ricas
15 e um quarto

Preciso-te, procuro-te
Procuro-te, acho-te
Preciso-te 15, procuro-te 4, acho-te 3
15 quartos e um espaço

Precuracho-te!

Seis rimas, três ricas

Preciso-te, ombro amigo, para as mágoas despejar
Procuro-te entre as letras do que digo e insinuo
Dores antigas distraem o sofrimento, continuo
A procurar

Mas são tantos pensamentos que já sinto que és artigo
De um luxo permitido a quem tem condicionado
Sua emoção e as palavras a um espaço limitado
Eu não consigo

Parece inverno
Sentimentos mortos ressuscitam na valsa macabra
Costurando gotas salgadas pra que o pranto se abra
Enfim, acho-te, espaço em branco na folha de caderno

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Reflexões às três da manhã

Será que a vida é reclamar a vivência de um hoje deplorável e lamentar a ausência de um ontem perfeito, mesmo sabendo que o ontem maravilhoso de agora é o hoje repugnante de antes?

sábado, 3 de abril de 2010

Soneto do Adeus

A vida e seus caminhos tortuosos,
Por onde nos obrigam a passagem,
Promove lágrimas e pranto dolorosos
Em turvos olhos de quem vê miragem.

Se a alma vive a se cercar de almas
A força do Batalhão Sagrado ecoa,
Embora a miserável vida bata palmas
Ao mudo coração que se magoa.

Nos fortalece de forma nefasta
Afastando tudo que se ama
Pois não se ama aquilo que se afasta.

O braço dá adeus e à morte clama:
"Para o sofrer da alma humana basta
A dor do coração partido em chamas!"

Contemporânea

Se pinta e se perfuma
Se arruma
Se perde em tanto rímel e batom

Colore as bochechas
Enrola as madeixas
Emoldura aquele par de olhos marrons

Se olha no espelho, vaidosa
O presente que rejeitara, orgulhosa
Descobre ser uma caixa de bombons

E senta no sofá comendo o doce
Segura as lágrimas como se fosse
Segurar nelas a beleza vã
Não chora pelo filme que assistiu
Chora porque nunca se permitiu
Ser do amor hospedeira, anfitriã

Perguntas

Com quem você se deita?
E de que lado
Da cama você quer ficar?

E esse olhar brilhante
e enamorado?
Pra onde você lança seu olhar?

sexta-feira, 19 de março de 2010

Doente do pé

Saí sambando sem saber
Que o meu sambar sabia sorrir
Sonhei que o samba me iludia
E caí no samba pra me divertir

Dividi o saber e o sambar
E o samba fugiu de mim
Hoje não sei que, sem sambar,
Não sou sequer um tamborim

Topei subir num palco a sós
O samba e a saia, meus pés e só
Chorei o samba que saia

Das patas às pontas dos dedos
Das latas aos sambas enredos
Enquanto o sonho me dormia

Torre de porcelana

Uma base firme, homogênea e clara
Clara como a noite que não tem luar
Como toda arte, ela é complicada
Compilada, colocada num pequeno altar
Complexa e delicada, indecifrável
Para os que não se interessam por conchinhas do mar
Ela é alvura, ela é recheada
Repleta de ideias impossíveis de segurar
Repleta de ideais impossíveis de alcançar

Segura, cínica, suave
Cercada de cuidados graves

Tem gosto de brisa, cheiro de paisagem
Mas não se desmancha se o vento soprar

Tem sabor de nuvem banhada de Lua
Se mostra firme, dura, inabalável
Guarda a doçura em um pote de cristal

Segura, cínica, suave
Cercada de cuidados graves
Mal colocada num pequeno altar

Calcanhar

Calcanhar de Aquiles, ponto fraco e feio
Fraco fique o fudido que me alfinetar

Fui a neta perfeita, falsa e afastada
Da avó determinada a se ludibriar
Produto de peregrinos paranaenses
Procurando não pertencer àquele lugar

Rejeito a perfeição de que fui feita
Pois meu defeito é ser a mulher perfeita
Prepotente, arrogante, preparada pra aprontar

Apontar o erro e esconde-lo mal
Mal admiti-lo embaixo do tapete
Topetuda toupeira a estapear
A estampa estapafúrdia do carpete neutro

Estou num pedestal, estou numa vitrine
Puta com o sistema, pronta pra governar
Autoritarismo feminino emana
Inconseqüência insana que faz o mundo girar

Talvez a fênix da minha feminilidade seja ferozmente fêmea
E não saiba esperar


segunda-feira, 15 de março de 2010

Mad

Hi, Mrs. Jack
I'm so happy
I could break into your heart
For now or forever

I would sleep on your warm arms
And smile
Be yours for the whole life
I'm so mad

I would spend my time in your bed
I would write my name in your head
I would love you when you're sad
I'm so mad

Crazy about your lips
Angry with heart thieves
Handing you my mind
Getting you inside

Let's live our lives
Together

I'm so sorry
I'm so in love

sábado, 6 de março de 2010

Ana Teresa

O primeiro veio a mim sem nem pedir permissão.
Me puxou e me apertou, pressionou meu coração.
Ele jurou uma casa, um futuro e um jardim
Se eu largasse o vestido que mamãe fez para mim.
Mas seus olhos cor de mel eram pouco e eram em vão.
Tive medo de entregar-me e ele mereceu meu 'não'.

O segundo me assustou logo no primeiro olhar.
Segurou a minha mão e queria se casar.
Eu vivia me enganando e reencontrei o primeiro
Numa festa, numa música com seu olhar feiticeiro.
O bom moço perdoou, mas eu já não o amava.
Disse adeus e fui partindo enquanto ele chorava.

O terceiro trouxe um copo e lembranças do passado
Lhe pedi, amavelmente, que fosse meu namorado.
Ele nunca me cuidava, me achava superior
E maltratava meu romance com seu louco e solto amor
Ele vivia fugindo de qualquer discurso pronto
Nossa história se acabou no primeiro desencontro

O quarto veio sorrindo, me beijando sem pedir
Se tornou meu grande amigo e me fazia sorrir
Me comprou uma rosa e propôs um compromisso
Mas eu sei que nunca estaríamos prontos para isso
Apesar de parecer loucamente apaixonado
Conquistava outras moças, nunca foi meu namorado

O quinto ainda está perdido pelo meio do caminho
Traz bombons, sonhos bonitos, violão, a voz e o vinho
Não tem pressa, não demora. Me namora o ano inteiro
Antes da primeira estrofe eu já sabia o verdadeiro
Com cabelos cacheados e um emocional complexo
O melhor dos meus amores me vê pelo meu reflexo.

sexta-feira, 5 de março de 2010

"É horrível não se sentir parte de nada"

É horrível sentir que ninguém faz parte de você. E sentir que o importante é ser um retalho em uma colcha de retalhos de um monte de gente que antes se negava a importância. Saber que o tempo todo a gente nega uma coisa e se vê equivocado.
Olhar pra trás e perceber quantas decisões definiram a situação em que se está agora. Ficar pensando se não foi tomada a decisão errada. E se angustiar ao pensar em tantas vidas que poderiam ser suas. E não são.
O coração da mulher sente quando uma pessoa não está sendo sincera. Por isso, por incrivel que pareça, é só levando no coração que a gente fica perto de quem merece

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Arboriz

Há muito tempo, em um reino chamado Arboriz, existiam inúmeras criaturas mágicas. Eram seres bípedes e verdinhos, amáveis como uma mãe.
Todos os dias pela manhã eles dançavam sobre a terra arremessando sementes; depois de um tempo as sementes lhes eram devolvidas em forma de filhotes, verdinhos como eles. À noite eles ficavam presos ao solo, recarregando as energias enquanto o nutriam.
Certo dia, um grupo de seres marrons e enormes chegaram voando a Arboriz. Eles conquistaram a confiança do povo do reino e se instalaram na região, mas à noite sequestravam os bebês verdinhos para se alimentaram de seu sangue. Ao perceber que também absorviam energia do sangue adulto, passaram a destruir todas as criaturas.
Os seres mágicos não podiam fugir e não conseguiam procriar. Fracos e tristes já não tinham energia suficiente para trocar com o solo, que também sofria e foi morrendo aos poucos. Os monstros marrons não tinham mais o que destruir e nem outro reino para onde fugir.
Apenas quando a última criatura mágica morreu foi que os estrangeiros se deram conta de que se nutriam da energia da terra que eles haviam destruído, e não do sangue do povo. Com o solo desnutrido, nem comendo toda a terra de Arboriz eles teriam a mesma energia proveniente da dança e da harmonia existente no antigo reino. Acabaram por matar uns aos outros e tudo se acabou.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Na cabana

Que bom seria se eu pudesse
Viver pra sempre por aqui
Sozinha ou com você

Digo sozinha pois, se você não me quisesse
Preferiria estar sem companhia
A te esquecer

Why don't you fall?

Why don't you fall in love?
Why don't you fall?
Why don't you lose your mind?
Why don't you fall?
Why do you get so down
Every time you are left?


What do you think about?
Why don't you marry me?

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Fotografias - Lion






O mais tímido e mais meigo dos meus.

A alguém que se despede

Passei a noite dobrando todas as minhas roupas. Cada dobrar, cada desamassar, cada alisar representava muito. Queria poder disfarçar os meus defeitos e sair desse deplorável estado como faço com as roupas.
Abri o armário e achei o casaco. Ela me perguntou se eu estava usando, mas o que importa? É dela e vou devolvê-lo. Dobrei-o como se dobrasse minha própria amiga. Como se fosse possível dobrá-la e consertá-la. Não é.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Poema - Predileção polar

Me empresta seu coração, morena
Enquanto ao seu lado eu puder caminhar
E eu te prometo adivinhar
Se você gosta do mar
A fome do seu paladar
Em que zona climática quer se casar
Prefere a que neva?
Aqui não neva
Me leva contigo para o teu lugar

Poema - A travessia e o trovão

As tranças da pequenina
Torcidos fios de cabelo
Tricotadas mechas ruivas
Atravessando o picadeiro
Tombavam pelo seu rosto
Sendo afastadas ligeiro

E desde a trupe circense
Até o moço cabreiro
Acompanhavam a travessia
Como visse o amor primeiro
Olhos trôpegos de lágrimas
Transbordando o aguaceiro

Era tão cheia de graça
Que até o pipoqueiro
Lhe daria todos os doces
(Se) não carecesse dinheiro

O trovejar invejoso
Risca o céu de fevereiro
A pequena ruiva corre
Tomada de desespero

Senta na cadeira ao lado
E eu posso sentir seu cheiro
O susto é transformado
Num sorriso verdadeiro
A pequena encanta mais
Que o espetáculo inteiro

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Fotografias - Detalhes do rosto





Poema - Branca culpa branca

Carrego a culpa dos grandes navios
No tom apático do meu círculo cromático

Não sou pobre, não sou negra
Não sou nada
Sou a dúvida da minha identidade
Sou cachos em pele alva
Sou íris azul em negras pálpebras
Sou melanina em carnes claras

Sou Brasil e também quero lutar
Contra a ditadura da brancura secular

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Fraude

Hoje pensei: O que eu vou escrever no blog? Não tenho nenhum texto pronto, nem estou animada pra ir buscar algum caderno velho dentro do armário. Não aconteceu nada especial, não estou em um dos meus melhores momentos e não quero colocar mais fotos. Ultimamente, tenho postado fotos por não ter paciência pra falar.
Comentei isso com um amigo (um dos melhores) e ele disse: Escreva sobre mim. Pensei: Não posso escrever sobre ele, eu não saberia fazer isso. Acabaria me confundindo e repetindo idéias, ou falando com emoção demais. Tudo o que eu escrevo são águas passadas, são momentos que vivi, sentimentos que tive, tudo em um pretérito mal conjugado.
Então, é isso? Não sei escrever sobre coisas reais, não coloco emoção nos meus textos literários. Sou uma farsa, sou uma fraude. Uma mulher escrevendo poemas sobre a vida, com uma preocupação estética e uma objetividade impróprias de quem escreve sobre si. Tenho passado os últimos anos vivendo apenas o que eu posso controlar, e no início eu até gostava da minha verdade inventada. Eu gosto de estar no comando e, direcionando os sentimentos com cuidado eu conseguia aproveitar as nuances de prazer e dor com total lucidez. Mas hoje eu já não sei se os sentimentos são tão bons como os escrevo.
Esse amigo que eu comentei é um dos pivôs pra minha atual fase blue. Claro que a culpa é minha, eu assumo a responsabilidade de estar sentada com a cabeça entre as mãos chorando numa esquina da vida (odeio ser piegas). Mas a falta da companhia dele e da minha antiga rotina fazem com que eu me sinta perdida. Como se eu tivesse sido arrancada da minha natureza pra uma mudança forçada, uma mudança pra pior.
Contudo, eu me conheço e sei que não me sentirei preparada pra escrever sobre isso até que os sentimentos ruins vão embora. Então, não proponho uma radical reviravolta no modo de encarar a vida. Proponho apenas dar uma chance aos sentimentos reais que nascem sem que nos pareça conveniente. Não serei mais uma romântica, mas não preciso ser perfeitamente correta.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Enquanto eu estava na casa da minha avó, em Apucarana-PR, fez muito calor e o Sol estava bem forte. E olhe que isso é a opinião de uma baiana, acostumada com o clima fervente do litoral. Acontece que um dia eu acordei cedo e, morrendo de frio, fui pra varanda procurar meu pai e meus tios. Não resisti à necessidade de registrar uma das coisas que não tem em Salvador e eu acho realmente incrível. Então, essa é uma postagem apenas para comparar as duas imagens de um ângulo da vista da varanda da minha avó. A primeira, no meio da tarde. A segunda, bem cedinho, com neblina.






sábado, 6 de fevereiro de 2010

Nostalgia

Lembro que, quando éramos bem crianças, uma amiga minha e eu brincávamos de pipa. Mas não sabíamos empinar pipa, era assim: amarrávamos um fio longo à qualquer pedaço de papel ou plástico plano e leve. Eu segurava a corda e saía correndo e ela ia atrás, jogando o objeto pro ar e não deixando cair no chão. Não sei o porquê mas era sempre assim, e fico me perguntando quem se divertia mais: eu, que estava no comando, ou ela, que via nossa "pipa" dançar no ar.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fotos de insetos
















quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Fotografias







Prometo fazer um curso e melhorar a situação aqui rs

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Felicitações de aniversário

Tomara que seu tomara-que-caia não caia
E saia, mas não saia de saia curta
Curta a vida e não discuta à toa
Pois a vida é muito curta. E boa.
Consiga seguir seu rumo
Arrume o melhor futuro
Rumo à felicidade.
Persiga, persista, insista
Não desista que você conquista.
Conte comigo e hasta la vista!

Dalila

Maquiada não parece gente normal
Brilha como uma deusa, age como animal
Viajou pra praia pra se divertir
E se apaixonou pela gente daqui
Dá só mais um beijo pra se despedir
A viagem louca já chega ao fim
Sente falta do calor sensacional
Deixa na Bahia gripe de Carnaval

Primeira produção em sala de aula de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Freada brusca

O relógio marcava quase 18 horas e o céu, tingido de rosa, escurecia numa velocidade assustadora. As luzes da cidade aos poucos davam o ar de sua graça, procuravam colorir novamente as ruas e calçadas mas conseguiram apenas transformar o bairro em algo parecido com um breu cheio de vagalumes. Elas iluminavam aqui e ali, porém não de uma forma viva e brilhante. Eram apenas apenas luzes melancólicas sobre pontos de sombra densa.
Pelo retrovisor, Helena via muitos e não via nada. Inúmeros carros transportando o cansaço, as preocupações e os planos da cabeça de seus donos. Donos que não tratavam os automóveis com o merecido respeito, já que buzinavam e gritavam uns com os outros, faziam manobras perigosas arriscando a pele dos veículos e, por vezes, precisavam que um outro carro ou um poste entrasse em seu caminho para frear tamanha agitação.
O rádio tocou uma canção de amor. Helena mal podia acreditar em seus ouvidos; a tal música não tocava há meses e isso era ótimo pois as lembranças que ela trazia perturbavam a sua paz. Ela procurou com urgência o botão que calaria aquela voz, mas de nada adiantou pois a voz continuava em sua cabeça. Junto à ela uma confusão de imagens atormentavam Helena; lanches ao meio-dia, jantares à luz de velas, milhões de telefonemas, beijos de novela no cinema.
Aos poucos, lágrimas pesadas começaram a passear pelo rosto de Helena embaçando-lhe a visão. Lembrar do fim de seu noivado deixava-a extremamente abalada. Seu coração diparou e a cabeça começou a doer. Gotas de chuva se misturavam às lágrimas na missão de confundir seus olhos e Helena via muitas luzes piscando molhadas pra lá e pra cá.
Os carros eram levados de um lado para o outro por seus donos, às vezes paravam e às vezes não dava tempo. Cruzavam, ultrapassavam, pisavam fundo no acelerador. Helena sentiu os olhos pesados e o amarelo lhe soou como verde, mas em um instante já era vermelho. Vermelho como o veículo que veio apressado beijar seu rosto. Assustada, ela olhou para o lado e viu dois olhos cheios de desespero.
Helena e o outro carro se encontraram e dançaram juntos rodopiando no ar. A buzina calou de vez a voz da música e o automóvel vermelho veio lhe frear a vida.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Bonita sem você

Te vi na rua
Teu rosto me iludia
Sua simetria
O teu olhar de gula que me engolia
E me cuspia ao teu bel-prazer
-
Eu tava na tua
Você fazia e acontecia
Se me confundia
Não se importava em me explicar, que covardia
Eu tava tão gamada em você
-
Vivia na Lua
Maldade eu não via
Quando você ia
Não dizia destino, mas me prometia
E eu esperava boba por você
-
Louca por você
-
Um dia fui sua
Eu não me conhecia
Sempre me omitia
Cometia mil erros e não percebia
Sou muito mais bonita sem você
-
Bonita
Sem você
-
PS: Um dia isso vira um samba ;)

Carta de amor

Meu amigo,
-
Não vá embora. Ainda não ganhei de você em nossos jogos de cartas e nem nos escondemos atrás dos muros verdes da casa da nova vizinha. Não terminamos de compor a nossa canção e não escolhemos os músicos de nossa festa de casamento; você bem sabe que já o amo, portanto não vá.
Não acredito que encontre no melhor dos reinos maior amor do que este que guardo pra ti. Nem haverá entre todas as almas alguém como eu para apoiá-lo em suas tribulações e não deixar de admirá-lo apesar dos medos, das dúvidas e da culpa que por vezes poderá invadir a paz de seu coração.
Não vou pedir que me leve caso você realmente saia dessa estrada. Talvez em alguma encruzilhada possamos ficar mais próximos até que agora. Mas se decidir permanecer na nossa rua de terra batida podemos cobrir de ladrilhos a calçada de nosso futuro lar e, quando estiver tudo pronto por aqui partiremos pra outro lugar; para a mobília de uma casa ou a reforma de sua fachada.
Não planejaríamos filhos, mas um dia eles viriam. E quando tivessem alcançado a idade que temos agora, jurassem que o mundo é bem mais simples do que enxergamos e ainda não tivessem a vã certeza de que são donos da verdade absoluta, nós diriamos a eles que quando você ia subindo nas mais altas nuvens dos mais altos céus leu minha carta e voltou correndo para construir - pedrinha por pedrinha - uma história tão bonita e tão de amor que vive morta na boca fechada do sr. Tempo.
Não viveriamos para sempre. Mas o mundo nunca estaria deserto de nós, pois teríamos feito nossa parte e plantado nossa semente. Então, se quiser viver comigo na sorte de uma manhã de domingo por toda a sua curta vida sem glórias e honrarias, estarei esperando dentro de seu coração.
-
Com amor,
Moon Lullaby

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Lei do tempo

Você percebe que o tempo passa quando as pessoas não são mais tão sexies. Os amigos que não se desgrudavam já não fazem tudo juntos, e quando você chora não tem um motivo certo.
As lágrimas vem porque o tempo passa. Na verdade, elas vão. Abandonam o conforto de nossa alma passando pelos nossos olhos em meio ao caos, assim como o tempo passa por nós bagunçando nossa vida em busca de sua impossível perfeição.
O tempo não cura nada. Por vezes ele leva as lembranças incômodas para o fundo de nossa mente, esconde no baú da eternidade nossos segredos e aflições. O tempo faz ruir nossas conquistas mundanas e corre - mais que o curso dos rios, que vem da chuva e voltam para os mares.
O tempo já estava indo quando eu cheguei e vai continuar quando eu me for. Ele nos domina. Tudo que está no tempo entrará para a eternidade; o que está na eternidade já esteve no tempo. Então, (tudo) somos temporários, e eternos.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Marieta e Clementina

Poema - Paradoxalmente alimentando

Misturar xinxim de bode
Com bobó e acarajé
Inventar tudo que pode
Não comer nada que quer
-
É o dinheiro a fome
Que a gula lhe fabrica
Vomita tudo que come
É o nada que se fica
-
A ração está na moda
O sabor que se perdeu
O que alimenta engorda
-
Todo corpo esmoreceu
A beleza não transborda
Pois a alma pereceu

Processo de formação das palavras

COMPOSIÇÃO: se dá a partir da junção de palavras com bases significativas diferentes
-
* justaposição: não ocorre perda de fonema
Exemplos: girassol, guarda-chuva
-
* aglutinação: ocorre perda de fonema
Exemplos: pernilongo, vinagre
-
-
DERIVAÇÃO: palavras formadas a partir de afixos
-
* prefixação: acréscimo de prefixo
Exemplos: anormal, infeliz
-
* sufixação: acréscimo de sufixo
Exemplos: normalidade, felizmente
-
* prefixação e sufixação
Exemplos: anormalidade, infelizmente
-
* parassindética: quando a palavra fica sem sentido ao retirar o prefixo ou o sufixo
Exemplo: entardecer
-
* regressiva
Exemplos: fotografia - foto; vossa mercê - vosmecê - você; motocicleta - moto
-
* imprópria: transferir uma palavra de uma classe gramatical para outra
Exemplo:
"Contar até dez." Dez - classe gramatical: numeral
"A festa foi dez!" Dez - classe gramatical: adjetivo
-
"Ele não para de te olhar." Olhar - classe gramatical: verbo
"O olhar de Naiara é luz." Olhar - classe gramatical: substantivo

Essa postagem foi retirada do meu caderno escolar. Férias me deixam so down.

Poema - Gravidez indesejada

Gata miou
Cachorro perseguiu
Céu desabou
Primavera floriu
-
Sol desceu
Coruja piou
Dendê ferveu
Abará azedou
-
Galo cantou
Rio transbordou
Onda quebrou
-
Açude secou
Passarinho voou
História acabou

Ok, eu sei que viajei nesse. Mas se eu um dia explicar passará a fazer sentido.

Falsos amigos 2

Vamos cambiar el idioma (segurei a peruca no Portunhol, beesha?)

Español - Significado en Portugués
-
acordar - lembrar
agasajo - acolhida
alejado - afastado
apellido - sobrenome
berro - agrião
brincar - saltar
cena - jantar
contestar - responder
distinto - diferente
flaco - magro
gallo - galo (não é galho haha)
grasa - gordura
oficina - escritório
oso - urso
palco - camarote
pegar - bater
polvo -
presunto - suposto
salada - salgada
salsa - molho
sitio - lugar
taza - xícara
tocaya - xará
vaso - copo
zurdo - canhoto

Fonte: régua que ganhei no curso de inglês há uns 2 anos atrás

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Rabisco no canto de um caderno de 2008

Tenho andado solitária
Afastando inimigos
Caminho me perguntando
O quanto eu realmente preciso
Estar tão bem contigo

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Poema - Chega de birra

Cheiro gostoso de perfume verde
O violão no colo e a barba feita
Esse meu nego é uma coisa perfeita
E a birra perde pra o sentimento
Mas não me bole que eu não me 'guento
-
Me dá um suco pra matar a sede
Vendo esse homem tocar eu me derreto
'Bora pra casa que hoje eu me prometo
Fazer as pazes. E se eu brigar
Eu vou contigo lá pro teu sofá.

Ps: Peguei o caderno pra procurar e comecei a escrever

Poema - Unhas

A unhas da moça, cheias de esmalte
Pedem que eu fique, que eu não me afaste
Faz "zum-zum" chorosa pelas minhas costas
Mas não é como o "zum-zum" da mosca
Que zomba da moça com seu zumbido
Zonzo, beijo seu umbigo
Prometo não correr perigo
Mas não posso te levar comigo.
A moça fica nervosa e eu digo
Enquanto ela puxava a camisa e eu a punha
- Não rói a unha
Senão 'cê não me azunha.

Poema - Com a fé

Café expresso
Café? Estresso!
Café - me apresso -
A preço de banana!
De drama padeço
Estresse mereço,
Mereço um expresso.
Expresso progresso
Progresso incessante
Olhar expressivo
Olhar delirante
Progresso importante.
Presunto e refrigerante
Porco morto não importa
Pouco morto pouco conta
Pouca cota
Cota imcompleta
Política de acomodação
Protesto: retrocesso arroz e feijão!

Poema - Loucura do corpo à procura

Se torna mais distante sua voz
Meu corpo ainda o procura feito louco
E o seu abraço que eu tive há pouco
Morre em meu peito, cansa de esperar
-
Alma vazia em um vazio sofá
Adormeço, e em meus sonhos turbulentos
Esqueço todos os outros momentos
Lembrando do que não houve entre nós

O poema vale por sua história

A garota vai tomar banho e, de repente vem a inspiração. Desliga o chuveiro, se enrola na toalha e sai correndo atrás do caderno de cabeceira antes que o poema fuja de sua mente. Era dia de seu aniversário e, nada de poemas românticos debaixo d'água.
-
-
Morte
-
Morte, amiga de outros momentos
Venha, mas pode se atrasar
Vista-se toda de preto
Não precisa se apressar
-
Você que dá graça à vida
E com seu beijo nos faz esquecer
Já me levou muitas vezes
Quem me traz de volta nunca vou saber
-
Complete esse ciclo infinito
Mas chegue cedo, antes das dez
Não chio, não choro, não grito
-
Mas não venha na ponta dos pés
Porque o melhor presente, e mais bonito
Será descobrir quão formosa tu és.

Falsos amigos

Nada de auto-ajuda, meu bem. São os malditos falsos cognatos mesmo.

English - Meaning in Portuguese
-
amass (to) - acumular
assign (to) - designar
balcony - sacada
cigar - charuto
collar - gola
contest - concurso
costume - fantasia
data - dados
exit - saída
exquisite - requintado
expert - especialista
fabric - tecido
lamp - luminária
large - grande
legend - lenda
lunch - almoço
novel - romance
pasta - massa
parents - pais
policy - diretrizes
pretend (to) - fingir
push (to) - empurrar
recipient - destinatário
resume (to) - recomeçar
retired - aposentado

Fonte: régua que eu ganhei no curso de inglês há uns 2 anos atrás

E se te perguntassem?

Palmas pra essas tardes livres com a cabeça fervendo de ideias que podem acabar com nossa reputação.

 
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